Com a chegada da Reforma Tributária, o crédito tributário no IBS e na CBS deixou de ser um tema técnico distante e passou a ter impacto direto no quanto sua empresa paga de imposto, na margem de lucro e no fluxo de caixa.
Muitas empresas ainda acreditam que, no novo sistema, todo imposto pago automaticamente vira crédito. Mas isso não funciona assim. O aproveitamento de créditos não é automático e depende de como a empresa organiza suas operações, estrutura seus custos e documenta suas aquisições. Na prática, o impacto da Reforma não está apenas nas alíquotas, mas na forma como o negócio está estruturado.
Como funciona a não cumulatividade do IBS e da CBS na prática
IBS e CBS seguem um modelo moderno de imposto sobre valor agregado, criado para evitar a tributação em cascata ao longo da cadeia produtiva. No entanto, esse modelo parte de uma premissa clara: só gera crédito aquilo que tem relação direta com a atividade que gera receita tributada.
Isso significa que o direito ao crédito depende da natureza do gasto, da sua vinculação com a operação da empresa e do cumprimento dos requisitos formais, como documentação fiscal correta e classificação adequada. A neutralidade tributária não significa redução indiscriminada de imposto, mas uma redistribuição conforme a lógica econômica do negócio.
Quais custos tendem a gerar crédito no novo sistema
De forma geral, tendem a gerar crédito os bens e serviços utilizados diretamente ou indiretamente na geração da receita tributada. Entram nesse grupo, por exemplo, mercadorias para revenda, insumos utilizados na produção ou na prestação de serviços, serviços essenciais à operação — como logística, tecnologia operacional e terceirizações ligadas à atividade-fim — além de outros custos diretamente apropriáveis à atividade principal da empresa.
Nesse ponto, a organização interna faz toda a diferença. Empresas com processos bem definidos, custos corretamente classificados e documentação adequada tendem a aproveitar melhor os créditos e reduzir o impacto do imposto no caixa.
O que não gera crédito e por que isso exige atenção
Um dos principais impactos da Reforma Tributária aparece justamente nos custos que não geram crédito, mesmo sendo indispensáveis para o funcionamento da empresa. A folha de pagamento, os encargos trabalhistas, o pró-labore e despesas administrativas sem vínculo direto com a atividade que gera receita tributada não permitem aproveitamento de crédito no IBS e na CBS.
Isso afeta especialmente empresas de serviços, que concentram grande parte de seus custos em mão de obra. Na prática, duas empresas com o mesmo faturamento podem ter cargas tributárias bastante diferentes, dependendo de como seus custos estão distribuídos e estruturados.
Como a Reforma muda a lógica da análise tributária
Com o IBS e a CBS, a análise tributária deixa de se concentrar apenas em alíquotas e passa a olhar para a estrutura real do negócio. O foco muda do “quanto se paga” para “sobre o que se paga e o que gera crédito”.
Isso exige uma revisão mais cuidadosa da estrutura de custos, da classificação das despesas e da integração entre operação, financeiro e fiscal. Muitas vezes, o modelo mais simples do ponto de vista operacional não será o mais eficiente do ponto de vista tributário.
Por que entender crédito tributário é estratégico para sua empresa
O crédito tributário no IBS e na CBS não é um detalhe técnico. Ele influencia diretamente o valor de imposto pago, a margem de lucro, a competitividade da empresa e as decisões de precificação e estrutura operacional.
Empresas que entendem essa lógica conseguem evitar decisões baseadas em expectativas irreais, planejar melhor seus custos e se adaptar à Reforma Tributária de forma mais segura e estratégica.
A Reforma Tributária não elimina impostos — ela redistribui seus efeitos. Quem ganha ou perde com o IBS e a CBS depende menos da alíquota nominal e mais da forma como a empresa organiza suas operações e seus custos.
Entender como funcionam os créditos tributários é essencial para proteger o caixa, preservar margens e evitar surpresas nos próximos anos.
Conte com a Dicon como parceira nesse momento
A Reforma Tributária traz mudanças relevantes e exige decisões bem fundamentadas. Nesse cenário, contar com um parceiro que acompanha de perto essas transformações faz toda a diferença.
A Dicon está à disposição para caminhar ao lado da sua empresa nesse momento, oferecendo apoio, clareza e orientação para que as adaptações aconteçam de forma segura e alinhadas à realidade do seu negócio. Seja para esclarecer dúvidas, avaliar impactos ou entender os próximos passos, estamos prontos para ser um parceiro estratégico nessa nova fase.
Ficou com alguma dúvida?
É só entrar em contato conosco pelos nossos canais de comunicação. Nossa equipe está à disposição para ajudar.